
Infelizmente a direção nacional do Sinasefe insiste em confundir o professor da carreira EBTT, com mentiras e ofensas contra o Proifes. O Sinasefe não representa o professor EBTT, fato claro e indiscutível mostrado em seu registro sindical.
Apesar de eles se intitularem representante dos docentes e técnico administrativos da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, a sua base de atuação continua sendo a mesma de antes da criação da carreira EBTT. Sua representação, conforme determina seu registro sindical é: “Categoria: Servidores (Docentes e Técnicos Administrativos) da Educação Federal de 1° e 2° Graus” não abrangendo a categoria do EBTT.
Em nenhum momento, o Proifes, seja na sua instância de Federação Nacional de Sindicatos ou de seus sindicatos, inclusive o Sind-Proifes, tentou contatar os professores federais de 1° e 2° Graus.
Agora, os professores da carreira EBTT, beneficiados pelas conquistas negociadas pelo Proifes nos últimos dez anos, como equiparação salarial com o Magistério Superior, RSC, cargo de titular, aceleração de progressão DI-DIII, entre tantas outras conquistas, esses sim são chamados para se filiar em nossos 11 sindicatos do Proifes Federação.
O Sinasefe diz ainda que o Proifes tenta fracionar a categoria, quando propõe uma representação somente de professores. Nunca foi nossa intenção, enfraquecer a categoria dos técnicos administrativos, mas sim buscar uma representação mais focada nas demandas dos professores, o que se mostrou positivo, dado o grande número de conquistas que o Proifes conquistou nos últimos dez anos. Além do que, em todos os sindicatos da nossa federação tem professores EBTT filiados e integrados na luta pela educação e por um Brasil melhor. A própria representação do Sinasefe para os técnicos já foi dividida, já que os técnicos em nível superior são representados pela Atens, Sindicato Nacional dos Técnicos de Nível Superior das Ifes.
O Sinasefe mente novamente, quando diz que o Proifes nunca fez greves. Na negociação do acordo assinado em 2012, que se tornou a lei 12.772, vários sindicatos do Proifes Federação decidiram por paralização, em um momento de impasse na negociação com o governo. Em 2015, o Conselho Deliberativo do Proifes Federação indicou a greve como alternativa, e diversos dos nossos sindicatos fizeram greve, conquistando o acordo 19/2015 que virou a lei 13.325. Usamos sim a greve, como ferramenta de negociação, mas de forma responsável, diferente do Sinasefe que banalizou esta poderosa ferramenta de negociação, levando os professores a cumprir calendários absurdos de reposição, sendo que nem propostas consistentes eles tinham para justificar a chamada dessas greves.
Agora fato que realmente surpreendeu a todos, foi a decisão do Sinasefe de fazer um abaixo assinado, pedindo ao Ministério do Planejamento para cancelar a reestruturação de salários proposta pelo Proifes, no acordo 19/2015, que se transformou na lei 13.325 e retornar os salários para os valores de 2015. Fazendo um cálculo de valor hora aula, procedimento estranho, já que nossos regimes são determinados em jornadas, 20hs, 40hs e 40hs com Dedicação exclusiva, eles utilizam valores da segunda etapa da restruturação, esta que o professor recebeu agora em agosto de 2018, para justificar seu pedido de reduzir salários. É errado e de má fé, primeiro porque a reestruturação ainda terá a terceira etapa em agosto de 2019, se o presidente Temer ou o Sinasefe não conseguirem mudar a lei, e quando avaliamos esta tabela de 2019 com os valores de Vencimento Básico mais Retribuição por Titulação (VB+RT) no regime de 20 horas, posição DI-1 com RT de doutor, o salário será de R$ 3.522,21. Na mesma posição da carreira, em DI-1 com dedicação exclusiva com RT de doutor o salário será de R$ 9.616,19. Fica claro que o Sinasefe tenta confundir o professor, chegando ao absurdo de propor uma redução salarial em valores de 2015.
Pedimos tranquilidade aos professores das carreiras do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico, e do Magistério Federal, no sentido de garantir que o Proifes irá sempre defender essas categoriais, e nunca colocar outras prioridades que não sejam aquelas de manutenção de nossas conquistas, valorização do professor, e defesa de melhores condições de trabalho.
